Ordem dos farmacêuticos disponível para colaborar no combate à gripe A


A bastonária da Ordem dos Farmacêuticos escreveu à ministra da Saúde a manifestar a disponibilidade destes profissionais para colaborarem com as autoridades públicas no combate à Gripe A. Na missiva, a bastonária, Elisabete Mota Faria, solicita um encontro com Ana Jorge para o desenvolvimento da ideia.

De acordo com Elisabete Mota Faria, "o Ministério da Saúde está a esquecer-se do imenso potencial que constituem os cerca de 12 mil farmacêuticos existentes em Portugal, boa parte deles em contacto directo com o público através das farmácias comunitárias e laboratórios de análises clínicas".

"Existe uma rede de farmacêuticos espalhados pelo país e queríamos que isso fosse uma mais-valia para ajudar, face a uma pandemia, mas o Ministério da Saúde esquece sempre estes profissionais", disse. Segundo a bastonária, há ainda a vantagem de estes estabelecimentos estarem disseminados por todo o território nacional, incluindo pequenos aglomerados populacionais e regiões mais isoladas.

"Apesar de serem profissionais do sector privado, os farmacêuticos inserem-se responsavelmente no Serviço Nacional de Saúde e é nesta condição que consideram poder ser de significativa utilidade nas acções de combate à Gripe A", explicou. O papel dos farmacêuticos, recordou a bastonária, não é de diagnóstico da doença, foro exclusivo do médico, mas de aconselhamento, sensibilização, orientação e acompanhamento.

Na opinião de Elisabete Mota Faria, o farmacêutico, sobretudo o farmacêutico comunitário, é um profissional de saúde de proximidade, com elevada formação técnica, estando assim em situação ideal para chegar mais perto da população, indicando-lhe as melhores opções e soluções.

A par do acompanhamento personalizado a rede dos farmacêuticos pode ainda, defende, ser veículo eficaz para a distribuição de folhetos de sensibilização ou outros materiais que as autoridades públicas possam via a considerar necessário fazer chegar com urgência à população portuguesa.

Também a Associação Nacional de Farmácias se manifestou em Julho disponível colaborar com o Ministério da Saúde na abordagem da Gripe A, mais concretamente na administração da vacina, mas a ministra da Saúde afastou essa hipótese sublinhando que o medicamento será gratuito e distribuído nos serviços públicos de saúde.

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