Ministra nega que haja escolas com poucas verbas para combater Gripe A


A ministra da Educação negou hoje que haja escolas com verbas insuficientes para os planos de contingência de combate à Gripe A (H1N1) e apelou às escolas que peçam reforços orçamentais quando necessário.

O secretário-geral da FNE afirmou ontem que as verbas distribuídas às escolas para os planos de contingência de combate à Gripe A (H1N1) são "insuficientes" e apenas "preenchem as necessidades imediatas".

Hoje, em declarações aos jornalistas à margem do arranque do ano lectivo no ensino básico em São Brás de Alportel, Maria de Lurdes Rodrigues considerou que a Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) "inventou problemas onde não existem".

"Não há situações de escolas em que os recursos não sejam suficientes e se houver é preciso dizer quais são", afirmou a ministra, acrescentando que, caso as escolas precisem, "sabem como pedir reforços de orçamento". "Não chega vir para os meios de comunicação social dizer que não há recursos", disse Maria de Lurdes Rodrigues, desafiando a FNE a apontar quais as escolas que necessitam de reforço de verbas.

A ministra da Educação fez hoje uma visita a várias escolas do concelho de São Brás de Alportel, no interior algarvio, para assinalar o arranque do ano lectivo, programa agendado no próprio dia e comunicado à imprensa poucas horas antes. "Decidimos hoje de manhã vir a São Brás e encontrámos um ambiente de tranquilidade e nada organizado para nos receber", afirmou Maria de Lurdes Rodrigues, mostrando-se satisfeita com a visita.

"Não houve qualquer cerimónia nem nada de extraordinário, mas as escolas estão a funcionar competentemente e com muito profissionalismo", afirmou, sublinhando que nunca lhe aconteceu "ser surpreendida" numa destas visitas. O ano lectivo no ensino básico arranca entre hoje e terça-feira em todo o país.

Já o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, garantiu hoje que os professores não terão qualquer penalização na sua avaliação pelas eventuais faltas que tenham de dar por causa da Gripe A ou de qualquer outra doença.

Segundo o “Diário de Notícias”, o secretário-geral da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) disse ontem que os professores querem que as faltas por prevenção da gripe A não sejam justificadas como doença, porque este regime os prejudica na avaliação, por lhes retirar dias à assiduidade.

"É muito lamentável que essas coisas possam ser colocadas nas notícias", reagiu hoje o secretário de Estado da Educação, reiterando que "não há nenhuma penalização" por faltas por doença, "seja Gripe A, seja outra qualquer".

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