Gripe A: ministra confiante na capacidade de resposta dos laboratórios de análises


A ministra da Saúde, Ana Jorge, mostrou-se hoje confiante na capacidade de resposta dos laboratórios aos exames para detectar o vírus da gripe A, até porque, disse, já não são feitas análises a todos os doentes suspeitos.

"O Instituto Ricardo Jorge não é o único laboratório a fazer análises. Constituímos uma rede nacional, em que o Instituto Ricardo Jorge trabalha em articulação com outros: um no Norte, um no Centro, um no Algarve e, em Lisboa, o Hospital Curry Cabral tem um laboratório de virologia que faz análises", salientou a ministra, em declarações aos jornalistas, no final da inauguração da nova urgência do Centro Hospitalar do Médio Ave, em Santo Tirso.

Ana Jorge reagia à notícia de registo de atrasos na entrega dos resultados das análises devido ao aumento do número de pedidos, no Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge. A ministra lembrou, ainda, que a indicação do ministério já não vai no sentido de fazer análises a todos os doentes suspeitos.

"No início, tivemos necessidade de fazer análises a todos os doentes suspeitos. Isso já não acontece. Foram dadas orientações para que fossem feitas ou por razões clínicas (de acordo com critérios de risco, de susceptibilidade de ter uma infecção ou porque a gravidade se justificava) e por razoes epidemiológicas", disse.

De qualquer modo, Ana Jorge sustentou que eventuais atrasos nos resultados não colocam em causa o tratamento dos doentes. "A gripe A não é uma situação em que tenhamos que ter o resultado das análises em curtas horas, porque o tratamento do doente não fica em causa devido ao diagnóstico", afirmou.

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