A ministra da Saúde afirmou hoje que as Administrações Regionais de Saúde estão a fazer o levantamento dos ventiladores existentes para casos mais graves da gripe A (H1N1), mas frisou que até agora a maioria das infecções foi "benigna".
Em declarações aos jornalistas em Lisboa, no fim de uma conferência internacional sobre a pandemia, Ana Jorge disse que cada administração regional está a avaliar a "capacidade de resposta" dos hospitais quando for necessário atender a casos mais graves da gripe, em que sejam precisos aparelhos de assistência à respiração.
As unidades de saúde deverão também planear as férias e horários dos técnicos para garantir que estão ao serviço quando for necessário, disse, apontando que "não basta haver ventiladores, é preciso recursos humanos e técnicos" para os operar, para além de uma "boa articulação" dos hospitais, conforme as necessidades que surjam.
Na conferência, a ministra salientou que "90 a 95" por cento dos casos verificados em Portugal tiveram uma evolução benigna, com sintomas "ligeiros". Contudo, admite que poderão haver casos fatais da doença, esperando no entanto que "não seja considerada uma situação de alarme".
Considerando a abertura iminente do ano lectivo, Ana Jorge afirmou que o encerramento de escolas para impedir o contágio só deverá ser decidido "em situações extremas", apontando o dever de os estabelecimentos de ensino se esforçarem por permanecer abertos mesmo se algumas turmas ou pessoal docente tiver de estar em casa.
Reconhecendo que as empresas que estão a fabricar vacinas para a gripe "não têm conseguido fabricá-las em número suficiente" face às encomendas, Ana Jorge afirmou que Portugal conseguiu "um compromisso" com a empresa que as está a fabricar para que comecem a chegar "a partir de meados de Setembro" alguns dos "seis milhões de doses" encomendadas.

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