Estirpe que circula nos doentes portugueses corresponde à vacina


A estirpe do vírus da gripe A H1N1 que circula em Portugal é a mesma para a qual estão a ser produzidas vacinas, o que pressupõe a eficácia desta medida profiláctica, revelou à Lusa fonte do Instituto Ricardo Jorge.

De acordo com a responsável da unidade de referência e vigilância epidemiológica do Departamento de Doenças Infecciosas do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), Cristina Furtado, esta conclusão surgiu após Portugal ter enviado as amostras de vírus recolhidas nos doentes portugueses.

A cultura do vírus foi feita no laboratório do INSA, o único em Portugal com esta capacidade, e enviada para os laboratórios da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Após caracterização do vírus, a OMS concluiu que a estirpe que circula nos doentes portugueses "é a inicial", o que significa que "ainda não teve qualquer mutação".

De acordo com Cristina Furtado, trata-se da Estirpe A/-california-7-2009, a mesma que é recomendada para a vacina que está a ser produzida e para a aquisição da qual Portugal já fez uma reserva.

Cristina Furtado considera que esta é uma "muito boa notícia", pois garante eficácia à vacina que está a ser produzida e que deverá proporcionar imunidade ao vírus da gripe A H1N1.

A mutação do vírus H1N1 é a grande preocupação das autoridades no que diz respeito à validade da vacina, mas numa entrevista à Lusa em Julho, a ministra da Saúde revelara que as vacinas encomendadas por Portugal poderão ser aproveitadas mesmo que o vírus sofra uma mutação.

Ana Jorge explicou nessa altura que a possibilidade de o vírus sofrer uma mutação é uma preocupação "comum a todos os países", mas explicou que em caso de mutação "a única coisa que não é aproveitada é a própria vacina, que é o mais barato", adiantou, abrindo a possibilidade a que os seus componentes possam vir a ser reutilizados de alguma forma.

O INSA revelou também hoje que o seu trabalho ao nível da qualidade de diagnóstico laboratorial foi recentemente avaliado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), tendo os resultados obtidos sido "cem por cento positivos".

Para esta avaliação, o INSA recebeu da OMS várias amostras de vírus, entre os quais do H1N1.

As amostras foram analisadas pelos investigadores do INSA, segundo "os protocolos laboratoriais actualmente em utilização no laboratório e os resultados enviados posteriormente à OMS".

Esta avaliação externa da qualidade concluiu que os resultados obtidos pelo INSA foram os correctos, posteriormente confirmados pela OMS.

O INSA coordena uma rede de oito laboratórios para o vírus da gripe A H1N1, demorando actualmente cerca de 24 horas a dar o resultado da análise. Desde Abril, o INSA em Lisboa analisou cerca de 5.000 amostras para o H1N1.

Fenprof exige que alguns exercícios não sejam praticados nas aulas de Educação Física


A Fenprof exigiu hoje que determinadas áreas do programa de Educação Física do ensino secundário, como ginástica de solo, acrobática e de aparelhos, não sejam leccionadas, de forma a evitar o contágio pelo vírus da gripe A (H1N1).

Em comunicado, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) informa que enviou hoje um ofício aos Ministérios da Saúde e da Educação, a pedir que "sejam tomadas as providências necessárias para que durante o período de risco da gripe A sejam excluídas algumas áreas do programa" da disciplina.

Após contactos com diversos docentes, a federação concluiu que apesar das recomendações não foi dada "qualquer instrução de não leccionação" relativas a algumas áreas obrigatórias do programa de Educação Física.

"É o caso, por exemplo, da ginástica de solo, acrobática e de aparelhos, cujo contágio não é evitável, tendo em conta que vários alunos utilizam o mesmo espaço, sem qualquer possibilidade de desinfecção prévia (tapetes, paralelas, argolas, trave, etc.)", afirma também a Fenprof, em comunicado.

Ministra da Saúde diz que sabão azul e branco pode colmatar falta de gel em escolas


A ministra da Saúde, Ana Jorge, voltou hoje a apelar aos pais para não levarem à escola crianças com febre e afirmou que, perante a falta de gel desinfectante em algum estabelecimento, o mais importante é lavar as mãos.

"O mais importante é lavar as mãos e isso pode ser feito com água e sabão", afirmou a ministra à margem de uma apresentação de investimentos do Centro Hospitalar Lisboa Norte, quando questionada pelos jornalistas sobre a falta daquele produto em algumas escolas.

Ana Jorge respondeu que o país tem milhares de escolas e que se "em alguma escola mais pequenina" não houver gel desinfectante o importante é lavar as mãos, o que pode ser feito "com sabão azul e branco".

A ministra disse ainda que a vacina da gripe sazonal deve ser tomada pelos grupos de risco, tal como em anos anteriores, mas não protege contra a gripe A (H1N1), pelo que não vale a pena as pessoas acorrerem em massa às farmácias na expectativa de ficarem imunes ao novo vírus.

Centenas de pessoas já reservaram a vacina contra a gripe sazonal, que chegará às farmácias a 15 de Setembro, existindo pedidos feitos há meses e muitas dúvidas sobre as diferenças entre a gripe comum e a causada pelo H1N1.

Em ano de pandemia de gripe, embora causada por um vírus novo, os portugueses parecem estar mais cautelosos do que nunca, estando a crescer as listas de pedidos de reserva da vacina contra a gripe sazonal.

Estes pedidos de reserva acontecem todos os anos, mas em várias farmácias portuguesas estão a chegar mais cedo do que o habitual.

Ordem dos farmacêuticos disponível para colaborar no combate à gripe A


A bastonária da Ordem dos Farmacêuticos escreveu à ministra da Saúde a manifestar a disponibilidade destes profissionais para colaborarem com as autoridades públicas no combate à Gripe A. Na missiva, a bastonária, Elisabete Mota Faria, solicita um encontro com Ana Jorge para o desenvolvimento da ideia.

De acordo com Elisabete Mota Faria, "o Ministério da Saúde está a esquecer-se do imenso potencial que constituem os cerca de 12 mil farmacêuticos existentes em Portugal, boa parte deles em contacto directo com o público através das farmácias comunitárias e laboratórios de análises clínicas".

"Existe uma rede de farmacêuticos espalhados pelo país e queríamos que isso fosse uma mais-valia para ajudar, face a uma pandemia, mas o Ministério da Saúde esquece sempre estes profissionais", disse. Segundo a bastonária, há ainda a vantagem de estes estabelecimentos estarem disseminados por todo o território nacional, incluindo pequenos aglomerados populacionais e regiões mais isoladas.

"Apesar de serem profissionais do sector privado, os farmacêuticos inserem-se responsavelmente no Serviço Nacional de Saúde e é nesta condição que consideram poder ser de significativa utilidade nas acções de combate à Gripe A", explicou. O papel dos farmacêuticos, recordou a bastonária, não é de diagnóstico da doença, foro exclusivo do médico, mas de aconselhamento, sensibilização, orientação e acompanhamento.

Na opinião de Elisabete Mota Faria, o farmacêutico, sobretudo o farmacêutico comunitário, é um profissional de saúde de proximidade, com elevada formação técnica, estando assim em situação ideal para chegar mais perto da população, indicando-lhe as melhores opções e soluções.

A par do acompanhamento personalizado a rede dos farmacêuticos pode ainda, defende, ser veículo eficaz para a distribuição de folhetos de sensibilização ou outros materiais que as autoridades públicas possam via a considerar necessário fazer chegar com urgência à população portuguesa.

Também a Associação Nacional de Farmácias se manifestou em Julho disponível colaborar com o Ministério da Saúde na abordagem da Gripe A, mais concretamente na administração da vacina, mas a ministra da Saúde afastou essa hipótese sublinhando que o medicamento será gratuito e distribuído nos serviços públicos de saúde.

Ministra nega que haja escolas com poucas verbas para combater Gripe A


A ministra da Educação negou hoje que haja escolas com verbas insuficientes para os planos de contingência de combate à Gripe A (H1N1) e apelou às escolas que peçam reforços orçamentais quando necessário.

O secretário-geral da FNE afirmou ontem que as verbas distribuídas às escolas para os planos de contingência de combate à Gripe A (H1N1) são "insuficientes" e apenas "preenchem as necessidades imediatas".

Hoje, em declarações aos jornalistas à margem do arranque do ano lectivo no ensino básico em São Brás de Alportel, Maria de Lurdes Rodrigues considerou que a Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) "inventou problemas onde não existem".

"Não há situações de escolas em que os recursos não sejam suficientes e se houver é preciso dizer quais são", afirmou a ministra, acrescentando que, caso as escolas precisem, "sabem como pedir reforços de orçamento". "Não chega vir para os meios de comunicação social dizer que não há recursos", disse Maria de Lurdes Rodrigues, desafiando a FNE a apontar quais as escolas que necessitam de reforço de verbas.

A ministra da Educação fez hoje uma visita a várias escolas do concelho de São Brás de Alportel, no interior algarvio, para assinalar o arranque do ano lectivo, programa agendado no próprio dia e comunicado à imprensa poucas horas antes. "Decidimos hoje de manhã vir a São Brás e encontrámos um ambiente de tranquilidade e nada organizado para nos receber", afirmou Maria de Lurdes Rodrigues, mostrando-se satisfeita com a visita.

"Não houve qualquer cerimónia nem nada de extraordinário, mas as escolas estão a funcionar competentemente e com muito profissionalismo", afirmou, sublinhando que nunca lhe aconteceu "ser surpreendida" numa destas visitas. O ano lectivo no ensino básico arranca entre hoje e terça-feira em todo o país.

Já o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, garantiu hoje que os professores não terão qualquer penalização na sua avaliação pelas eventuais faltas que tenham de dar por causa da Gripe A ou de qualquer outra doença.

Segundo o “Diário de Notícias”, o secretário-geral da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) disse ontem que os professores querem que as faltas por prevenção da gripe A não sejam justificadas como doença, porque este regime os prejudica na avaliação, por lhes retirar dias à assiduidade.

"É muito lamentável que essas coisas possam ser colocadas nas notícias", reagiu hoje o secretário de Estado da Educação, reiterando que "não há nenhuma penalização" por faltas por doença, "seja Gripe A, seja outra qualquer".

Escolas reabrem com planos de contingência contra a gripe A prontos


É uma espécie de David contra Golias: as escolas municiaram-se com planos de contingência para enfrentar o vírus da gripe A, porém, as medidas de contenção podem pouco contra um vírus que, como lembrou ao PÚBLICO Gregória von Amann, especialista em Saúde Escolar da Direcção- Geral da Saúde, adora o frio e a humidade, sobretudo em espaços sobrelotados como as salas de aula.

“O regresso às aulas vai exponenciar os casos de infecção, tanto entre as crianças como entre a população em geral, mas é verdade que as crianças estão mais vulneráveis. Aliás, 80 por cento dos casos ocorreram em pessoas com menos de 30 anos”, lembrou a especialista. Até à passada quarta-feira, 13 por cento dos casos ocorreram em crianças dos zero aos nove anos de idade, 27 por cento em jovens entre os 10 e os 19 anos e 38 por cento em jovens dos 20 aos 29 anos.

Cada um dos 1,5 milhões de alunos que, entre hoje e quinta-feira, iniciam as aulas terão, logo no primeiro dia, uma aula para aprender a evitar o contágio. Aos pais serão distribuídos folhetos para os sensibilizar a tomar novas atitudes – como o não levar uma criança doente para a escola – e, segundo Paula Ferreirinha, assessora do Ministério da Educação, “todas as escolas vão abrir com o plano de contingência aplicado”. A tutela não quer colocar o cenário de ser preciso fechar alguma escola, aliás, os planos têm esse objectivo: o de evitar o seu encerramento. “A tónica tem sido na prevenção do contágio”, sublinhou.

Nesta fase, é difícil dizermos se vamos ter ou não de fechar as escolas”, contrapõe Gregória von Amann, explicando que a ponderação será feita caso a caso. “As autoridades locais é que terão de pôr nos dois pratos da balança as vantagens e os inconvenientes do encerramento: o número de casos face à população total da escola e à epidemiologia da doença, as implicações do encerramento para os pais e para as restantes crianças que fi cam desprotegidas...”.

Além da criação de salas de isolamento e do estabelecimento de linhas de contacto directas com as autoridades de saúde, os mais de mil agrupamentos de escolas da rede pública receberam entre 600 e 2000 euros para poderem comprar os materiais necessários à contenção do vírus: de desinfectantes a gel alcoólico, passando por toalhetes e lenços de papel.

Isolamento não será fácil

No Agrupamento Vertical de Clara de Resende, no Porto, o professor responsável pelas actividades relacionadas com a gripe A, Carlos Grilo, conta que, além das salas de isolamento, as duas escolas do agrupamento irão dispor de toalhas de papel e secadores em todas as casas de banho e doseadores de desinfectante nas salas de aula e nos locais mais frequentados. “O agrupamento recebeu dois mil euros que permitiram também comprar produtos em spray à base de álcool para se poder desinfectar as mesas dos alunos nos intervalos das aulas”, acrescentou Carlos Grilo, cuja preocupação assenta na escassez de pessoal auxiliar. “Temos 30 funcionários para cerca de 1300 alunos, pelo que não vai ser fácil assegurar a sobrecarga de trabalho decorrente da gripe...”.

Em Vila Nova de Gaia, no Agrupamento Dr. Costa Matos, as preocupações também têm passado por preparar os auxiliares para fazer limpeza com mais frequência, segundo Filinto Lima, director do agrupamento. Junto dos alunos, haverá insistência para que lavem as mãos com mais frequência. Para já, os dois mil euros disponibilizados pelo Ministério da Educação chegaram para pôr o plano de contingência a funcionar. Contudo, não serão sufi cientes. “Tenho a certeza de que, para a frente, vamos pedir reforço de verbas”, diz.

Em Guimarães, a Secundária Francisco de Holanda aliou-se às outras duas secundárias do concelho para obter maior poder negocial junto dos fornecedores. “Se em vez de 30 estivermos a negociar a compra de 60 litros de desinfectante, os descontos são maiores”, ilustra Rosalinda Pinheiro, subdirectora do conselho executivo.

Para a Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação, o caos vai instalar-se nas escolas. “As verbas que o ministério disponibilizou são ridículas”, acusa o porta-voz Joaquim Ribeiro, para acrescentar que muitas escolas não têm como garantir o isolamento dos alunos infectados. O assessor da Direcção Regional de Educação do Norte reconhece que “algumas escolas revelaram difi culdades em relação às salas de isolamento”. Sem razões para alarme, mesmo assim, já que, garante, “essas escolas estão sinalizadas e vão ser acompanhadas”.

A Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo também disponibilizou aos colégios informação e desdobráveis sobre o vírus e as escolas estão em contacto com as autoridades de saúde, informa o presidente, João Alvarenga. “Desde Junho, altura das matrículas, que os colégios foram dando informação aos pais e preparando a abertura do ano lectivo”, assegura, acrescentando que há colégios onde os professores estão a preparar materiais para poderem ser usados através da Internet, durante o tempo em que os alunos faltarem.

Da parte da Confap, Albino Almeida também desdramatiza. “Os pais estão naturalmente apreensivos mas tudo o que era possível fazer está feito. Agora, só a partir do dia 16 é que vamos ter a prova real e aí esperamos que as escolas tenham capacidade para alterar o que for preciso alterar”.

Calma nas creches

As crianças já regressaram às creches, jardins-de-infância e escolas das instituições particulares de solidariedade social. Por agora, "está tudo calmo", segundo Lino Maia, da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, para quem estas instituições também deveriam ter sido contempladas no orçamento do Ministério da Educação.

No caso dos mais novos, actos como medir a febre devem tornar-se tão regulares como o beijo de boas-noites e "ao mínimo sintoma, a criança deve ficar em casa", recomendou Gregória von Amann, da DGS, para quem os pais de filhos pequenos devem ainda instruí-los a não partilhar brinquedos nem telemóveis.

Sindicatos dizem que verbas distribuídas às escolas no combate à gripe A são "insuficientes


Verbas distribuídas às escolas para os planos de contingência de combate à Gripe A (H1N1) são "insuficientes", garantiu hoje à Lusa o secretário-geral da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE).

No combate à Gripe A "as verbas distribuídas pelas escolas são insuficientes", apenas "preenchem as necessidades imediatas mas não dão resposta, por exemplo, às recargas posteriormente necessárias de produtos de desinfecção das mãos", salientou João Dias da Silva após uma conferência de imprensa, no Porto, para assinalar o início de um novo ano lectivo.

O sindicalista explicou que a FNE "não quer alinhar em alarmismos" mas "não pode ficar despreocupada", acrescentando que as medidas agora tomadas "deviam ser medidas normais" e "existirem em todas as situações".

Além da gripe foram abordados na conferência os temas da resolução do secretariado nacional da FNE de 5 de Setembro como os concursos dos professores, precariedade de emprego, estatuto de carreira, modelo de avaliação e medidas urgentes do novo Governo eleito no próximo dia 27 de Setembro.

Quanto à colocação dos professores, o secretário-geral da FNE lamentou o "mal-estar instalado" por causa de "distorções nas colocações" e explicou que a avaliação feita pelas escolas quanto às suas carências em termos de docentes "ficou aquém das necessidades".

A avaliação, referiu, deveria ter em conta situações como "professores doentes e licenças de maternidade", pelo que as reais necessidades das escolas "é muito superior àquela que esteve na base do concurso".

Acrescentou que "os quadros das escolas deveriam ser totalmente preenchidos em Julho", uma altura em que este ano ainda estavam, segundo o Executivo, "30 mil professores por colocar".

Na resolução da FNE, de 5 de Setembro, a federação "rejeita a forma como o Governo fez a divulgação dos resultados dos concursos de docentes, no final do mês de Agosto, pretendendo transmitir a falsa ideia de que estaríamos em presença de um quadro novo e de forte estabilidade".

"A pseudo-estabilidade anunciada não é mais do que a manutenção da instabilidade que sempre tem marcado a profissão docente, por incapacidade de determinação com rigor dos quadros das escolas em função das suas necessidades permanentes", sustenta o documento.

Na resolução adianta-se que, após entrada de funções do novo Governo, serão pedidas "reuniões com carácter de urgência aos ministros responsáveis pelas áreas da educação para a infância, dos ensinos básico, secundário e superior, ensino especial e do ensino português no estrangeiro, bem como dos trabalhadores não docentes dependentes da administração central e da administração autárquica".

Para a próxima legislatura defendem a suspensão do processo de avaliação de desempenho dos docentes e determinação da nulidade dos efeitos do processo desenvolvido ao longo do ano lectivo de 2008-2009, a suspensão de todos os procedimentos em curso com vista à realização de provas para acesso à categoria de professor titular e suspensão do processo de transferência de competências relativas ao pessoal não docente para as autarquias locais.

Ministra da Saúde considera que a actividade do vírus da gripe A estabilizou


A ministra da Saúde, Ana Jorge, garantiu hoje que a actividade do vírus da gripe A (H1N1) estabilizou e que o número de casos não tem tido um crescimento acentuado.

"Tem havido uma estabilização do vírus, mas era algo que já estávamos à espera, uma vez que também é aquilo que está a ocorrer nos outros países", explicou Ana Jorge. A ministra da Saúde, que hoje se deslocou a Loures para inaugurar o novo Serviço de Urgência Básica Lisboa Norte, esclareceu também que para já não será possível tomar as vacinas da gripe sazonal e da Gripe A (H1N1) em simultâneo, uma vez que esta última não está disponível.

"A vacina da gripe sazonal não garante imunidade à gripe A e poderá haver pessoas que tenham necessidade de fazer as duas. Não o poderão fazer para já em simultâneo, porque a vacina da gripe A ainda não está disponível", apontou. Ana Jorge sublinhou que, mesmo quando a vacina da Gripe A estiver disponível, não é certo que possa ser administrada com a da gripe sazonal no mesmo acto. "Vamos aguardar pelas instruções da EMEA" (Agência Europeia do Medicamento), apontou.

Ana Jorge garantiu ainda que a aprovação da EMEA para a distribuição das vacinas chegará nos próximos dias e que a partir daí se poderá iniciar o programa de vacinação, não se sabendo ainda se uma dose da vacina será suficiente para ganhar imunidade ao vírus. "Ainda não existe essa informação. Se for necessário só uma dose será muito bom, tanto para as pessoas como para os serviços de Saúde, pois será mais económico", atestou.

O Serviço de Urgência Básica Lisboa Norte, hoje inaugurado, está em funcionamento desde segunda-feira e serve cerca de 300 mil utentes dos concelhos de Loures e Odivelas. Este novo serviço está em rede com o Centro Hospitalar Lisboa Norte, que integra o Hospital de Santa Maria, o que permite que os seus profissionais contem com o apoio dos especialistas desta unidade sempre que necessário.

Seguradoras dizem que cobrir despesas de pandemia as levaria à falência


A Associação Portuguesa de Seguradores (APS) afirmou hoje que seria "altamente irresponsável" os seguros de saúde cobrirem despesas relativas à gripe A, uma vez que poderiam levar as seguradoras à falência.

"Não havendo modelos fiáveis de avaliação do risco, dos custos com sinistros, poderiam rapidamente conduzir uma seguradora à falência, afectando todos os segurados e beneficiários clientes da seguradora mesmo de outros ramos de seguro", refere um comunicado da APS.

Visando "esclarecer" algumas "dúvidas junto de algumas entidades que se pronunciaram publicamente" sobre o facto de os seguros de saúde não cobrirem despesas decorrentes de contágio pela gripe A (H1N1), a APS afirma que é "uma exclusão típica dos contratos de seguro de saúde, com carácter suplementar ou complementar, celebrados em qualquer parte do mundo".

Na semana passada a ministra da Saúde disse estranhar que os seguros de saúde não paguem as despesas relacionadas com a gripe A, frisando que "é uma doença infecciosa produzida por um vírus, tal como a gripe sazonal ou as amigdalites e pneumonias". "A gripe A é uma doença infecciosa produzida por um vírus, tal como a gripe sazonal, as amigdalites, as pneumonias e outras doenças infecciosas. Portanto, não consigo perceber por que é que a gripe A é [considerada] uma doença infecto-contagiosa e as outras não são", disse Ana Jorge.

"Não se trata de uma exclusão característica dos contratos celebrados no nosso país", reiterou a associação, frisando que nos países em que o serviço nacional de saúde assume a forma de "seguro alternativo" há "respostas específicas para riscos extremos" como as pandemias, com o Estado a assumir-se como "financiador de último recurso, nomeadamente em caso de falência da seguradora".

Segundo a APS, nenhum segurador "pode medir o risco de uma epidemia ou pandemia, nem quanto à sua frequência, nem quanto à sua extensão, nem quanto ao seu custo". "Torna-se, por isso, impossível de quantificar o risco e estabelecer um preço correcto e transparente para cada cidadão", referem as seguradoras.

Vacina da gripe A poderá ser tomada juntamente com a da sazonal


A ministra da Saúde esclareceu hoje que as vacinas da Gripe A (H1N1) e da gripe sazonal poderão ser tomadas em simultâneo em caso de necessidade, garantindo que não há qualquer incompatibilidade entre as duas.

"Não há nenhuma incompatibilidade entre as duas vacinas nem elas são o mesmo, portanto quem fizer a vacina pela gripe sazonal pode, se tiver indicação, ser também vacinado para a Gripe A", adiantou Ana Jorge, em declarações aos jornalistas, durante uma pausa nos trabalhos sobre o Plano Estratégico de Cooperação em Saúde da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP), que decorrem hoje em Lisboa.

A ministra da Saúde apontou que a vacinação da gripe sazonal só deverá arrancar a partir do dia 15 de Setembro, altura em que o medicamento chegará às farmácias, e sublinhou que a forma de vacinação continua a ser a mesma dos anos anteriores. Sobre a possibilidade de a vacina para a Gripe A vir a ser dada em apenas uma toma e, dessa forma, poder ser rentabilizada e chegar a mais pessoas, a ministra da Saúde adiantou que ainda não há indicações nesse sentido e que Portugal continua à espera das vacinas encomendadas.

"Sabemos que vai chegar uma pequena quantidade e não aquela que é necessária porque há dificuldades na sua feitura e teremos de analisar essa situação porque ainda não há confirmação se é uma dose ou se são duas doses e teremos de receber as indicações da Organização Mundial de Saúde e da Agência Europeia para o Medicamento", explicou Ana Jorge. No entanto, garantiu que se essas condições se concretizarem e for apenas necessária uma toma, há "vacinas para mais pessoas, podendo alargar-se os grupos de risco".

Relativamente ao estado clínico dos três pacientes infectadas com gripe A em estado crítico, a ministra da Saúde revelou que o jovem de 29 anos internado no Hospital de Faro permanece ventilado e nos Cuidados Intensivos, apesar de estar a "apresentar sinais de melhoria". "Ele estava numa situação muito crítica, muito gravemente doente, envolvendo não só a parte respiratória como também a função renal e todos esses parâmetros estão a melhorar", garantiu a governante.

Em relação aos outros dois doentes, uma mulher jovem e um homem de 50 anos, ambos internados no Hospital Curry Cabral, em Lisboa, a actual situação é de alguma estabilidade. "Mantêm-se em estado crítico, não houve grandes sinais de melhoria, mas também não houve agravamento", adiantou.

Gripe A: mais de metade da população pode ser vacinada se uma dose for suficiente


E se em vez de duas doses de vacina pandémica for necessária apenas uma dose para se garantir a imunidade contra o vírus da Gripe A (H1N1)? Se isso se verificar - e dado que Portugal fez uma pré-reserva de seis milhões de doses e aprovou uma verba de 45 milhões de euros para este efeito - poder-se-ia, pelo menos em teoria, vacinar o dobro das pessoas previstas em Portugal. Ou seja, cerca de 60 por cento da população.

Mas esta é apenas uma hipótese, porque ainda está em curso o primeiro ensaio clínico da vacina, adianta Marta Mello Breyner, a directora de comunicação da GlaxoSmithKline (GSK), laboratório britânico a quem Portugal fez a encomenda para imunizar três milhões de pessoas.

As autoridades de saúde - ministério, Direcção-Geral da Saúde, Infarmed - escusam-se a comentar, sequer, esta possibilidade. "Ainda há demasiados ses" em todo este processo, justificou um responsável ao PÚBLICO.

Na semana passada, à semelhança do que já tinha sido avançado por duas farmacêuticas chinesas, o laboratório suiço Novartis adiantou que obteve resultados positivos da vacina contra a gripe H1N1 (os primeiros testes foram feitos a uma centena de pessoas entre os 18 e os 50 anos) e que uma dose se tinha revelado suficiente para criar imunidade em 80 por cento dos indivíduos, apesar de a vacina com duas doses ser mais eficiente. Estes resultados da farmacêutica suíça vêm ao encontro dos testes feitos pelas chinesas Sinovac Biotech Ltd e pela Hualan Biological Engineering Inc, que já têm as suas vacinas aprovadas pela entidade reguladora chinesa e afirmam ter obtido resultados positivos só com uma dose.

A GSK começou em 14 de Agosto o primeiro ensaio clínico (na Alemanha), o qual envolve 128 adultos entre os 18 e os 60 anos. A segunda dose da vacina é tomada com um intervalo de 21 dias e os resultados deste primeiro estudo devem ser conhecidos em breve. Seja como for, a GSK vai fazer um total de 16 ensaios clínicos com a participação de nove mil pessoas na Europa, Canadá e Estados Unidos. Não há portugueses envolvidos, segundo Marta Breyner.

Já foi anunciado que as primeiras doses da vacina pandémica vão chegar este mês em Portugal, mas isto não significa que a vacinação comece de imediato. Será necessário aguardar pelos resultados dos ensaios clínicos e pela aprovação da autoridade europeia do medicamento (EMEA).

Os lotes vão chegar gradualmente Portugal, ao longo de vários meses. Os países que encomendaram vão começar a receber vacinas ao mesmo tempo, mas recebem em maior quantidade os que fizeram maiores reservas.

rês casos graves

om mais de cinco mil casos de gripe registados, ontem foi conhecido o perfil dos três doentes graves internados nos hospitais portugueses: uma mulher de 30 anos que estava grávida de 31 semanas e teve de fazer um cesariana depois de desenvolver uma pneumonia permanece desde 18 de Agosto nos cuidados intensivos do Hospital de Curry Cabral (em Lisboa), onde se encontra também um homem de 49 anos com falência de vários órgãos; o terceiro caso é o de um homem de 29 anos, obeso, internado no Hospital de Faro. Este doente, que está em coma induzido, apresentava ontem "sinais de alguma melhoria", segundo a ministra da Saúde, que reconheceu a gravidade do caso.

DGS diz que obesidade é um factor de risco na gripe A


O director-geral da Saúde, Francisco George, recordou hoje que a obesidade é um dos factores de risco da Gripe A (H1N1), o que poderá estar relacionado com a capacidade respiratória que está diminuída neste tipo de doentes. O homem que está internado no Hospital de Faro em estado grave sofre deste problema.

Em declarações à agência Lusa, Francisco George, que recusou comentar situações concretas de doentes, explicou que, "além dos asmáticos e dos diabéticos, há que ter em conta também os obesos".

O director-geral de Saúde falava em Évora à margem do Encontro de Saúde do Alentejo, com o tema "Da dispersão geográfica à qualidade dos cuidados", uma iniciativa da Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo.

De acordo com o responsável, "aqueles que têm uma obesidade com índices muito altos têm um risco maior, em comparação com os doentes que não são obesos".

"Não se sabe exactamente a razão que explica essa probabilidade, mas, muito provavelmente, tem uma relação com a capacidade respiratória que está diminuída nos obesos", sustentou.

As declarações do director-geral da Saúde surgem depois de a ministra da Saúde admitir que o homem infectado com gripe A (H1N1) que está internado em estado grave no Hospital de Faro tem "um factor de risco que é a sua obesidade", tendo desenvolvido uma pneumonia viral.

"A situação está mais estável. Neste momento, há sinais de alguma melhoria, no entanto, [o doente] ainda está nos cuidados intensivos, correndo algum risco", indicou hoje Ana Jorge.

O doente "tem estado com grande insuficiência respiratória, ventilado e com outros órgãos do organismo também afectados", disse a ministra.

D. Estefânia admite sobrecarga com gripe A mas diz que atendimento não foi prejudicado


O Hospital D. Estefânia admite uma sobrecarga de trabalho dos clínicos seniores devido aos procedimentos obrigatórios na triagem da gripe A, mas garante que nunca esteve em causa o atendimento das outras urgências que recorrem a esta unidade pediátrica.

Um grupo de clínicos do Hospital D. Estefânia, em Lisboa, escreveu à ministra da Saúde, Ana Jorge, a denunciar o excesso de trabalho, alertando para uma situação à beira do colapso que estaria a colocar em causa a segurança do atendimento a doentes.

"Nunca foi descurada a segurança dos restantes casos clínicos que ocorrem à urgência geral", garantiu Luísa Monteiro, directora clínica adjunta do hospital, realçando que no mês de Agosto se registou, inclusive, um abrandamento dos casos que acorreram à urgência geral, em comparação com o período homólogo do ano passado.

A responsável lembrou que o D. Estefânia era, até há pouco tempo, o único hospital de referência da gripe A para a comunidade pediátrica, tendo analisado, desde Maio, mais de 700 casos suspeitos de infecção com o H1N1 em crianças e grávidas, dos quais mais de 230 foram positivos.

"As pessoas, desde Maio, estão a fazer procedimentos novos e obrigatórios relacionados com a epidemia da gripe A, o que exigiu uma adaptação a procedimentos que se iam alterando e fez com que houvesse uma sobrecarga de trabalho, principalmente dos clínicos seniores e chefes de serviço, que eram contactados por outras unidades de saúde para validar diagnósticos", reconheceu.

"Aceitamos que houve um trabalho suplementar diferente daquele a que as pessoas estavam habituadas, mas contamos com os profissionais, porque o pior ainda não chegou", alertou Luísa Monteiro, salientando que a administração do D. Estefânia tem "em mente adaptar o reforço das equipas à medida" que os casos de gripe A o exigirem.

A directora clínica adjunta salientou que não está nem esteve em causa o atendimento dos outros casos nas urgências do hospital e revelou que está em construção no recinto do pediátrico uma unidade vocacionada unicamente para o atendimento dos casos de gripe A, que deverá ficar terminada ainda este mês.

A responsável afirmou também que a administração do hospital tem capacidade para resolver a situação e que só "em último caso" recorrerá ao Ministério da Saúde. Por seu lado, a ministra da Saúde garantiu hoje que "não irá intervir" na gestão do Hospital D. Estefânia.

Médicos do D. Estefânia queixam-se de excesso de trabalho mas ministra não vai intervir


A ministra da Saúde garantiu hoje que "não irá intervir" na gestão do Hospital D. Estefânia, a propósito de uma carta dos chefes clínicos a denunciar excesso de trabalho dos médicos provocado pela gripe A (H1N1).

Intervindo em Penela, distrito de Coimbra, no final da inauguração de uma unidade de Cuidados Continuados Integrados, Ana Jorge confirmou que recebeu a missiva dos chefes clínicos daquele hospital a denunciar excesso de trabalho, alertando para uma situação à beira do colapso que coloca em causa a segurança do atendimento a doentes.

"O ministério não irá intervir, não lhe compete intervir numa situação dessas. Compete aos órgãos de gestão do hospital dar a resposta e enquadrar a situação naquela que forem as necessidades", afirmou a governante aos jornalistas.

Ana Jorge considera que este "é um problema de gestão da instituição e da administração que estará obviamente a tomar conta da situação", referindo ainda que "o número de doentes que foram observados no hospital diariamente não ultrapassou aquilo que é previsível nesta altura do ano".

De acordo com o jornal “Sol”, "o aumento de trabalho provocado pela gripe A e a má organização dos serviços estão a deixar os médicos do Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, 'no limiar da exaustão física'". Numa carta enviada esta semana à ministra da Saúde, "os chefes de equipa de pediatria médica do hospital dizem que a situação pode mesmo vir a pôr em causa a 'segurança de atendimento dos doentes' com patologias mais graves do que a gripe".

A ministra da Saúde inaugurou de manhã, em Serradas, concelho de Penela, distrito de Coimbra, uma nova Unidade de Cuidados Continuados com 60 camas, propriedade da Naturidade, aumentando a resposta na região Centro para 1106 camas nesta área.

Ana Jorge salientou a aposta do Governo na Rede de Cuidados Continuados que, segundo afirmou, veio colmatar uma "grande carência" no apoio a pessoas idosas e dependentes com "necessidades de cuidados de saúde, apoio social e reabilitação".

Segundo a governante, existem actualmente cerca de 3500 camas em funcionamento no país, sendo que mais de 1000 se referem à região Centro, para além de duas mil pessoas apoiadas no domícilio por uma rede de equipas de cuidados continuados. A ministra da Saúde deslocou-se a seguir para Penacova, onde vai também inaugurar uma unidade similar no Solar Billadones, com capacidade para 44 camas.

Gripe H1N1: primeiros testes em humanos da vacina da Novartis dão resultados positivos


A Novartis é a terceira farmacêutica a ter resultados positivos em humanos da vacina contra a gripe H1N1, anunciou hoje em comunicado. Os primeiros testes foram feitos a 100 pessoas entre os 18 e os 50 anos e mostraram que uma dose é suficiente para criar imunidade em 80 por cento dos indivíduos, apesar de uma vacina com duas doses ser mais eficiente.

Segundo a Associated Press, a Organização Mundial da Saúde não comenta especificamente a vacina da Novartis por ainda não ter tido acesso aos dados. A comunidade científica esperava que duas doses fossem necessárias para desenvolver imunidade em humanos. Mas os resultados da farmacêutica suíça que está sediada em Basel confirmam os testes feitos pela Sinovac Biotech Ltd e pela Hualan Biological Engineering Inc, duas farmacêuticas chinesas que têm as suas vacinas aprovadas pela entidade reguladora chinesa e que tiveram resultados positivos apenas com uma dose.

“O estudo sugere que, enquanto as duas doses parecem fornecer uma melhor protecção, uma dose de Celtura [o nome comercial da vacina] pode ser suficiente para proteger adultos contra a gripe suína”, disse Andrian Oswald, director-executivo da unidade da Novartis para as vacinas. Até agora, os voluntários toleraram bem a vacina, a dor durante a injecção foi a queixa mais frequente. Com duas doses, 90 por cento da população criou imunidade contra o vírus.

No caso da Novartis, a vacina é acompanhada de um adjuvante, que força uma resposta imunitária mais rápida. Os testes-piloto na Novartis vão continuar abrangendo mais seis mil pessoas, entre as quais crianças. A empresa ainda não adiantou quando é que o produto vai estar disponível.

Umas das questões sobre os testes em humanos é como é que vão reagir os grupos mais susceptíveis à gripe H1N1, como as grávidas e as crianças.

Segundo a OMS, várias empresas estão a fazer testes para uma vacina com dose única, o que poderá em teoria aumentar o stock mundial de vacinas contra a gripe suína. Tanto a GlaxoSmithKline como a australiana CSL já estão a fazer testes clínicos em humanos. Outras farmacêuticas como a Baxter, a Sanofi-Aventis ou a Solvay também estão na corrida.

Vários países já fizeram acordos com farmacêuticas para adquirirem milhões de unidades da vacina.

Gripe A: UGT teme abusos das empresas e exige documento orientador ao Governo

A UGT alerta para possíveis "actuações abusivas por parte de empresários" num quadro de gripe A e vai enviar ainda hoje uma carta ao ministro do Trabalho a exigir o "documento orientador" prometido em concertação social para esclarecer procedimentos.

"Iremos hoje dirigir uma carta ao ministro do Trabalho, reclamando o documento orientador que foi prometido em concertação social para o mês de Agosto para assegurar o esclarecimento de todo o quadro legislativo nas diferentes fases de evolução do processo da Gripe A", disse hoje o secretário-geral da UGT, João Proença, na conferência de imprensa em que apresentou o caderno reivindicativo da intersindical para 2010.

O sindicalista sublinhou que num quadro de Gripe A é "fundamental" que não sejam cometidos abusos por parte dos empresários, "nomeadamente na questão do encerramento ilegal de empresas".

"No quadro da lei exige-se responsabilidade criminal. As empresas só podem ser encerradas pelas autoridades de saúde ou cumprindo os dispositivos do Código do Trabalho", relembrou João Proença, que adiantou outros exemplos de casos em que aquilo que está previsto pode não estar a ser cumprido.

"Nenhum empresário pode mandar um trabalhador para casa e depois dizer: 'vá receber à Segurança Social'. Os trabalhadores devem recusar esse tipo de ordens dos empresários, exigindo uma ordem escrita que responsabiliza o empresário pelo pagamento total do salário", disse. João Proença destacou também que para a UGT é inaceitável a "prática sistemática de lay-off nestas situações".

Ministra estranha que seguros coloquem gripe A no grupo das infecto-contagiosas


A ministra da Saúde estranhou hoje que os seguros de saúde não cubram a gripe A (H1N1), frisando que "é uma doença infecciosa produzida por um vírus, tal como a gripe sazonal ou as amigdalites e pneumonias".

"A gripe A é uma doença infecciosa produzida por um vírus, tal como a gripe sazonal, as amigdalites, as pneumonias e outras doenças infecciosas. Portanto, não consigo perceber por que é que a gripe A é [considerada] uma doença infecto-contagiosa e as outras não são", disse Ana Jorge.

A ministra respondia assim às declarações do presidente da Associação Portuguesa de Seguradores, que disse hoje que os seguros de saúde não englobam a gripe A. "A maioria dos seguros de saúde não paga, se essas situações e despesas estiveram directa e comprovadamente ligadas à situação de pandemia", explicou Pedro Seixas Vale, num encontro com jornalistas.

Para a ministra da Saúde, a explicação para a gripe A não estar incluída nos seguros de saúde pode ter a ver com a situação de pandemia, mas não por ser uma doença infecciosa. "As pandemias, catástrofes e [outras] questões extraordinárias poderão não estar abrangidas pelos seguros, mas não por ser uma doença infecto-contagiosa", sublinhou.

A ministra da Saúde aproveitou para sublinhar que "ainda bem que existe um Serviço Nacional de Saúde que realmente resolve os problemas da população que os seguros não pagam e [aos quais] não respondem". Ana Jorge admitiu que "os seguros não são iguais para todos" e lembrou que "há uns mais abrangentes que outros".

A Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (Deco) aconselhou hoje quem tem seguros de saúde a analisar as cláusulas das suas apólices para confirmar se não cobrem despesas relacionadas com a gripe A. Carla Oliveira, jurista da Deco, explicou que a exclusão tem de estar prevista individualmente em cada uma das apólices. A jurista comentava assim as declarações do presidente da Associação Portuguesa de Seguradores (APS) sobre a cobertura de despesas relacionadas com a gripe A.

Deco aconselha consumidores a analisarem cláusulas dos seguros de saúde


A Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (Deco) aconselhou hoje quem tem seguros de saúde a analisar as cláusulas das suas apólices para confirmar se não cobrem despesas relacionadas com a gripe A.

Carla Oliveira, jurista da Deco, explicou que a exclusão tem de estar prevista individualmente em cada uma das apólices. A jurista comentava assim as declarações do presidente da Associação Portuguesa de Seguradores (APS) sobre a cobertura de despesas relacionadas com a gripe A.

Segundo Pedro Seixas Vale, a maioria dos seguros de saúde não cobre as despesas ligadas à gripe A (H1N1) ou directamente ligadas à situação de pandemia. "A maioria dos seguros de saúde não paga se essas situações e despesas estiveram directa e comprovadamente ligadas à situação de pandemia", explicou Pedro Seixas Vale, num encontro com jornalistas.

Segundo a jurista, muitos contratos de seguros de saúde excluem já as doenças infecto-contagiosas, mas Carla Oliveira desconhece se a gripe A se enquadra neste grupo. Porém, aconselha os consumidores, agora confrontados com esta informação do presidente da APS, a consultarem os seus contratos para evitar exclusões que não estão previstas nas apólices.

Se não existir uma exclusão explícita, a seguradora não pode eximir-se de suportar as despesas relacionados com a gripe dentro da anuidade do seguro, garante a jurista. "De alguma forma os riscos estão cobertos a priori e se no fim da anuidade existir alguma alteração terá de ser comunicada ao consumidor", disse.

Em Portugal, no final de 2008, cerca de dois milhões de pessoas tinham seguro de saúde, de acordo com dados oficiais. Na última semana houve mais 380 casos confirmados de gripe A em Portugal, onde mais de cinco mil pessoas já foram infectadas.

Gripe A: mulher há quase um mês no S. João saiu dos cuidados intensivos


A mulher de 30 anos internada há quase um mês no Hospital de S. João do Porto com gripe A (H1N1) saiu hoje da Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) para o internamento normal, disse fonte hospitalar.

Segundo a fonte, a paciente teve alta da UCI do Serviço de Doenças Infecciosas, mas vai continuar internada, porque o seu estado de saúde continua a inspirar cuidados. A mulher, que desenvolveu pneumonia, foi transferida a 7 de Agosto do Hospital de Guimarães para o "S. João", no Porto, depois de ter passado, três vezes, pelo Centro de Saúde de Cabeceiras de Basto.

Só à terceira vez, quando já se verificavam complicações respiratórias, foi transferida para o hospital de Guimarães que identificou a gripe A (H1N1) como causa do seu quadro patológico.

Em Portugal, este foi o primeiro caso de gripe A com complicações graves num doente sem patologias prévias. Na última semana foi diagnosticada gripe A a 380 pessoas em Portugal, segundo o último balanço da Direcção-Geral de Saúde, elevando assim para 2604 o número total de casos desde o início da epidemia.

Seguros de saúde não cobrem despesas da pandemia da gripe A


A maioria dos seguros de saúde não cobrem as despesas ligadas a gripe A ou directamente ligadas à situação de pandemia, informou hoje o presidente da Associação Portuguesa de Seguradoras (APS), Pedro Seixas Vale.

"A maioria dos seguros de saúde não paga se essas situações e despesas estiveram directa e comprovadamente ligadas à situação de pandemia", explicou o presidente da APS num encontro com jornalistas.

Em Portugal havia no final de 2008 cerca de dois milhões de pessoas com seguro de saúde, de acordo com dados oficiais.

"Quando se faz um seguro tem de se saber o risco, já que é sobre o risco que se calcula o prémio" (preço) do seguro, justificou Seixas Vale. Numa situação de pandemia, ou seja de situação grave de saúde pública que abrange um número alargado de pessoas, "não é possível calcular o risco, os custos prováveis".

Na última semana houve mais 380 casos confirmados de gripe A em Portugal, onde mais de 5 mil pessoas já foram infectadas.

Autoridades de saúde contam ventiladores para casos graves de gripe A


A ministra da Saúde afirmou hoje que as Administrações Regionais de Saúde estão a fazer o levantamento dos ventiladores existentes para casos mais graves da gripe A (H1N1), mas frisou que até agora a maioria das infecções foi "benigna".

Em declarações aos jornalistas em Lisboa, no fim de uma conferência internacional sobre a pandemia, Ana Jorge disse que cada administração regional está a avaliar a "capacidade de resposta" dos hospitais quando for necessário atender a casos mais graves da gripe, em que sejam precisos aparelhos de assistência à respiração.

As unidades de saúde deverão também planear as férias e horários dos técnicos para garantir que estão ao serviço quando for necessário, disse, apontando que "não basta haver ventiladores, é preciso recursos humanos e técnicos" para os operar, para além de uma "boa articulação" dos hospitais, conforme as necessidades que surjam.

Na conferência, a ministra salientou que "90 a 95" por cento dos casos verificados em Portugal tiveram uma evolução benigna, com sintomas "ligeiros". Contudo, admite que poderão haver casos fatais da doença, esperando no entanto que "não seja considerada uma situação de alarme".

Actualmente, há três casos de doentes com gripe hospitalizados: uma mulher de 30 anos que está há várias semanas no Hospital de São João, no Porto, que está "em recuperação", e dois doentes no Curry Cabral, em Lisboa, que estão ainda nos cuidados intensivos.

Considerando a abertura iminente do ano lectivo, Ana Jorge afirmou que o encerramento de escolas para impedir o contágio só deverá ser decidido "em situações extremas", apontando o dever de os estabelecimentos de ensino se esforçarem por permanecer abertos mesmo se algumas turmas ou pessoal docente tiver de estar em casa.

Reconhecendo que as empresas que estão a fabricar vacinas para a gripe "não têm conseguido fabricá-las em número suficiente" face às encomendas, Ana Jorge afirmou que Portugal conseguiu "um compromisso" com a empresa que as está a fabricar para que comecem a chegar "a partir de meados de Setembro" alguns dos "seis milhões de doses" encomendadas.

Turismo de Portugal teme impacto negativo da gripe A no sector

O vice-presidente do Turismo de Portugal, Frederico Costa, considerou hoje que a gripe A (H1N1) vai ter um "impacto negativo" no sector e defendeu que uma boa informação é o "ponto-chave" para minimizar as consequências da doença.

"Sabemos que vai ter um impacto negativo, que pode ser grande, mas estamos também em período de crise complicada a nível internacional e dificilmente se conseguirá distinguir em 2009 o que será alguém alterar o comportamento por via da crise ou da gripe", afirmou Frederico Costa na conferência "Gripe A: Informar para Agir", organizada pela TSF e pela Direcção-Geral de Saúde (DGS), que está a decorrer em Lisboa.

Mas para Frederico Costa "não há dúvida de que vai alterar o comportamento das pessoas" e as suas decisões sobre os destinos a visitar. "A existência de uma boa rede hospitalar, boas condições de saneamento básico, higiene pública e a percepção de planos de contingência vão ter um impacto muito forte na decisão de viajar e das pessoas terem férias em certos destinos", sustentou.

Frederico Costa sublinhou ainda que "Portugal depende muito do turismo" e que necessita de continuar a informar e a comunicar sobre a doença como tem sido feito até agora. "A forma como as autoridades oficiais em Portugal estão a reagir, a prever e a precaver é ímpar a nível europeu", salientou.

Além disso, acrescentou, o sector do turismo também tem vindo a preparar-se e a "trabalhar dentro e fora de casa para poder minimizar as consequências da gripe". "São milhões de pessoas e é muito importante informar toda a gente para que a doença seja controlada", frisou o responsável, salientando o trabalho que tem sido realizado com as associações do sector: "Todos os parceiros de actividade turística estão preparados para informar sobre a gripe A".

Para Frederico Costa, o que mais preocupa o sector não é a capacidade que das autoridades oficiais, públicas e privadas em dar resposta, mas sim a informação veiculada. "O sector do turismo pode ficar abalado se a comunicação não for bem feita", acrescentou.

Ministério da Justiça recebeu órgãos de magistratura para avaliar plano da gripe A


O ministro da Justiça, Alberto Costa, recebeu hoje os órgãos de magistratura para avaliar o plano de contingência dos tribunais face à gripe A (H1N1), que, segundo fonte oficial da tutela, "já foi implementado".

Os Conselhos Superiores da Magistratura, do Ministério Público e dos Tribunais Administrativos e Fiscais foram hoje recebidos no Ministério da Justiça, em Lisboa, numa reunião à porta fechada que durou mais de hora e meia, após a qual não houve declarações.

Segundo fonte oficial do Ministério da Justiça (MJ), o encontro teve por objectivo "avaliar o estado do plano de contingência dos tribunais face à gripe A (H1N1) e discutir eventuais melhorias".

A mesma fonte adiantou que o plano de contingência "tem vindo a ser implementado progressivamente pelo Ministério desde Julho". Durante a tarde de hoje, também os sindicatos do sector vão ser recebidos pela tutela, visando os mesmos objectivos.

Um previsível agravamento da epidemia de gripe e os seus possíveis efeitos negativos no funcionamento dos serviços dos tribunais e do sistema de Justiça levaram a Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP) a solicitar ao MJ, em Julho, que elaborasse e apresentasse, o "mais rapidamente possível", um plano de contingência para os tribunais, à semelhança do anunciado, na altura, para os estabelecimentos prisionais.

Na nota, a ASJP solicitou igualmente ao Ministério da Saúde que considerasse os juízes, procuradores e funcionários judiciais como "grupo prioritário de risco no plano de vacinação", tendo em conta o facto de os "tribunais serem um serviço público essencial onde se concentram diariamente milhares de pessoas".

A Direcção-Geral da Administração da Justiça (DGAJ), através de ofício datado de 28 de Julho, pôs em marcha um plano que visa "prevenir e conter um eventual surto de gripe A". No referido ofício, a DGAJ dá instruções aos secretários de Justiça dos tribunais no sentido de tomarem medidas preventivas.

Gripe A: DGS estima que 11 por cento dos portugueses sejam infectados nas estações frias


O director-geral da Saúde estimou hoje que 11 por cento dos portugueses podem ser infectados com o vírus H1N1 nas estações frias e que nas próximas semanas os mais afectados podem ser os jovens até aos 19 anos.

"Onze por cento da população nas estações frias do ano pode ser infectada partindo do princípio de que vamos ter uma propagação deste tipo", afirmou Francisco George na conferência "Gripe A: Informar para agir", a decorrer na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

No entanto, ressalvou, este cenário não é diferente do que ocorre nalguns Invernos em que cinco a 10 por cento da população tem gripe "sobretudo quando a actividade epidémica é mais expressiva".

Relativamente ao perfil dos doentes com gripe A, o director-geral da Saúde sublinhou que oitenta por cento de todos os casos de gripe são em crianças e jovens com menos de 30 anos mas, admite, nas próximas semanas os jovens dos 10 aos 19 anos e as crianças até aos nove anos podem ser os grupos principais atingidos pela doença.

Esta situação, "própria da pandemia", tem-se verificado em todos os outros países e Portugal "ainda está influenciado pelo perfil da idade do viajante", refere Francisco George. "É preciso ter em conta que o perfil de idades no nosso país [afectado pela doença] ainda é muito influenciado pelos que viajaram e trouxeram as infecções de outros países", adverte o director-geral da Saúde.

Francisco George frisou que a expressão clínica da gripe A será "ligeira", mas salientou que vão registar-se 11 por cento de casos moderados e um por cento de graves, que exigirão mais atenção médica. "Estamos perante um fenómeno que pode ter pouca expressão em termos de taxas percentuais, mas que em números absolutos impõe um stress grande às unidades de saúde", sublinhou na conferência.

Até ao final da 35.ª semana (30 Agosto), registaram-se em Portugal 2614 casos cumulativos confirmados em laboratório. No domingo, dez pessoas estavam hospitalizadas, três das quais nos cuidados intensivos. Ainda não se registou qualquer morte associada à gripe A.

Na conferência, Paula Vasconcelos, do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças, referiu que "Portugal tem sido dos poucos países que vai actualizando os dados com frequência", alertando que o facto de os países fazerem uma contabilização diferente pode levar a "comparações menos correctas".

Daí que Portugal apareça como o segundo país da Europa com mais casos notificados. Questionado sobre esta situação, Francisco George disse que se deve ao facto de continuar a notificar casos, o que não acontece com outros países, como Espanha e Reino Unido, que não têm um sistema de comunicação oficial de casos.

Gripe A: ministra confiante na capacidade de resposta dos laboratórios de análises


A ministra da Saúde, Ana Jorge, mostrou-se hoje confiante na capacidade de resposta dos laboratórios aos exames para detectar o vírus da gripe A, até porque, disse, já não são feitas análises a todos os doentes suspeitos.

"O Instituto Ricardo Jorge não é o único laboratório a fazer análises. Constituímos uma rede nacional, em que o Instituto Ricardo Jorge trabalha em articulação com outros: um no Norte, um no Centro, um no Algarve e, em Lisboa, o Hospital Curry Cabral tem um laboratório de virologia que faz análises", salientou a ministra, em declarações aos jornalistas, no final da inauguração da nova urgência do Centro Hospitalar do Médio Ave, em Santo Tirso.

Ana Jorge reagia à notícia de registo de atrasos na entrega dos resultados das análises devido ao aumento do número de pedidos, no Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge. A ministra lembrou, ainda, que a indicação do ministério já não vai no sentido de fazer análises a todos os doentes suspeitos.

"No início, tivemos necessidade de fazer análises a todos os doentes suspeitos. Isso já não acontece. Foram dadas orientações para que fossem feitas ou por razões clínicas (de acordo com critérios de risco, de susceptibilidade de ter uma infecção ou porque a gravidade se justificava) e por razoes epidemiológicas", disse.

De qualquer modo, Ana Jorge sustentou que eventuais atrasos nos resultados não colocam em causa o tratamento dos doentes. "A gripe A não é uma situação em que tenhamos que ter o resultado das análises em curtas horas, porque o tratamento do doente não fica em causa devido ao diagnóstico", afirmou.