A ministra da Saúde admitiu hoje que a vacina contra o vírus da gripe A, o H1N1, pode chegar a Portugal mais cedo que o previsto, depois de a França e o Reino Unido terem confirmado que receberam ontem as primeiras doses e que a vacinação naqueles países poderá ocorrer já no final de Setembro ou início de Outubro. Ana Jorge disse desconhecer que alguns países europeus tinham a vacina, mas adiantou que a empresa que irá fornecer Portugal garantiu que o país a teria disponível na mesma altura.
Os ministros da Saúde francês e britânico anunciaram ontem que dispõem já das vacinas mas que estas ainda não foram colocadas no mercado. A ministra da Saúde francesa, Roselyne Bachelot, não adiantou o número de doses de vacina que o país recebeu, “por razões de segurança”, nem a sua origem, mas confirmou que França apresentou um pedido ao laboratório norte-americano Baxter. A Baxter terminou no mês passado a produção dos primeiros lotes de vacinas e há mais de uma semana iniciou a distribuição pelos países que os solicitaram, sem adiantar quais.
O Reino Unido estava na lista dos países que pediram vacinas à Baxter, tendo sido o laboratório que forneceu os primeiros lotes aos britânicos, que também ainda não têm autorização para as comercializar. Segundo fonte do Ministério da Saúde de Londres, isso só deverá acontecer no início de Outubro.
A ministra Ana Jorge disse desconhecer que estes dois países já estivessem na posse de vacinas contra o H1N1, sublinhando que, à semelhança destes e de outros países europeus, Portugal não ficará para trás. "Aquilo que tenho afirmado é que Portugal receberá as vacinas quando elas estiverem disponíveis para a Europa. Temos estado em contacto com a empresa que nos vai fornecer as vacinas, que é a mesma que também fornece a diferentes países, que assegurou que Portugal as terá na mesma altura", disse.
Ana Jorge reconheceu que a antecipação da entrega da vacina é um cenário possível "se a Agência Europeia do Medicamento puder validar o início da vacinação", eventualidade para a qual a Direcção-Geral da Saúde e a Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) estão atentos, no sentido de a programarem. "Estamos neste momento, através da Direcção-Geral da Saúde, a identificar as pessoas dentro dos grupos de risco e a formar e organizar os serviços para podermos começar a vacinação", acrescentou a ministra.

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