O Laboratório de Genética e Patologia Molecular do Hospital de Ponta Delgada, nos Açores, que trabalha 24 horas por dia na despistagem do vírus da gripe A (H1N1), recebeu um novo equipamento que permite obter um diagnóstico em quatro a seis horas.
"É uma ajuda preciosa", disse Luísa Mota Vieira, investigadora e responsável pela unidade, em declarações à Lusa, salientando que o novo equipamento é uma exigência que resulta do aumento do número de casos e da necessidade de um diagnóstico rápido.
A média é que o resultado demore entre seis a dez horas, mas, com o novo equipamento, vamos passar a demorar entre quatro a seis horas", revelou, admitindo que o novo aparelho permite "aliviar o trabalho actual dos técnicos".
Trata-se de um extractor automático de ácidos nucleicos [o material genético do vírus]", salientou, realçando que o equipamento entrou em funcionamento esta semana, permitindo reduzir o tempo de realização das análises.
O diagnóstico do vírus H1N1 leva, em média, seis horas a estar concluído nas unidades de referência de tratamento da gripe A.
A Unidade de Genética e Patologia Molecular do Hospital de Ponta Delgada começou a fazer análises de despistagem da gripe A a 10 de Agosto e, desde essa altura, os sete técnicos trabalham 24 horas por dia, em equipas de dois, de forma rotativa.
Em média, este laboratório analisa diariamente cerca de uma dezena de amostras provenientes de doentes suspeitos em S. Miguel e Santa Maria, as duas ilhas do grupo oriental do arquipélago dos Açores.
Luísa Mota Vieira acrescentou que também já está a funcionar o transporte terrestre de amostras biológicas para a investigação laboratorial, na sequência da abertura do serviço de atendimento de gripe A nos centros de saúde, o que "evita a deslocação do doente".

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