O bastonário da Ordem dos Médicos concorda com a proposta do Sindicato Independente dos Médicos (SIM) de os clínicos dispensados das urgências e até os reformados poderem ser uma solução para o aumento dos casos de gripe A (H1N1), uma solução que Pedro Nunes diz que deve sempre ser utilizada.
A ideia foi apresentada pelo secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), Carlos Arroz, para quem esta solução poderá ser a resposta a um eventual aumento do número de casos de gripe A em Portugal e o consequente crescimento da procura de serviços de saúde.
O bastonário da Ordem dos Médicos considerou, em declarações à TSF, “muito razoável” a proposta do SIM. “Os médicos estão sempre disponíveis. Naturalmente, o trabalho terá de ser remunerado, mas isso são matérias que o sindicato e só o sindicato poderá discutir com o Governo”, sublinhou Pedro Nunes, acrescentando que os “médicos sempre se habituaram” a dar apoio em situações extraordinárias.
O secretário-geral do SIM defendeu que com um aumento exponencial do número de casos, serão necessários mais médicos, principalmente porque esta classe também pode ser atingida pela doença e, por isso, haver clínicos que fiquem impossibilitados de trabalhar.
Para já, e até que sejam chamados médicos que já não realizam serviços de urgência ou os já reformados, a distribuição dos profissionais de saúde para serviços específicos de atendimento à gripe A pode ter como consequência o adiamento de serviços programados. "As consultas programadas e o acompanhamento de certas doenças poderão ser adiados, em nome de uma situação extraordinária, como é o caso da pandemia da gripe A", reforçou Carlos Arroz.
Até ao final da semana passada, altura em que o Ministério da Saúde passou a fazer apenas um balanço semanal do número de novas infecções com o vírus da gripe A, Portugal registou um total de 2244 casos, sendo que apenas 24 por cento foram importados. O último balanço, feito na passada quinta-feira, apontava para 1870 casos, menos 374.

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