Instituto Ricardo Jorge regista atrasos na entrega das análises à gripe A


O Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, que faz exames para detectar o vírus da gripe A (H1N1), está a registar atrasos na entrega dos resultados das análises devido ao aumento do número de pedidos e por ser Agosto, segundo o "Diário de Notícias".

Muitos resultados estão a ser dados ao fim de 72 horas, em vez das previstas 48 horas. Durante esse período de tempo, os doentes são obrigados a ficar em casa.

Os responsáveis do instituto admitem uma maior carga. “É natural que no mês de Agosto haja alguns atrasos”, disse ao jornal Cristina Furtado, responsável da unidade de referência e vigilância epidemiológica do departamento de doenças infecciosas.

Tudo porque o aumento do número de casos de Agosto coincidiu com o período de férias de alguns dos funcionários dos serviços de saúde que atendem os doentes.

A situação, garantem, será brevemente normalizada, quando todas as estruturas de saúde estiverem adaptadas à gripe A e com a abertura de mais laboratórios.
Portugal é o segundo país europeu com maior incidência de infecções de gripe A, com 20,9 casos por cada cem mil habitantes, de acordo com os dados do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças. À frente de Portugal surge o Reino Unido, com 21,4 casos. Apesar de estar em segundo nesta lista, Portugal não regista casos mortais, ao contrário do Reino Unido (65), Espanha (21) e Grécia (1).

Gripe A: ministra anuncia chegada das vacinas dentro de duas semanas


As primeiras vacinas contra o vírus da Gripe A, o H1N1, deverão chegar a Portugal em meados de Setembro, revelou ontem à noite na Sic Notícias a ministra da Saúde, Ana Jorge.

Segundo a ministra, Portugal fez uma pré-reserva que será suficiente para abranger os grupos de risco, ou seja, cerca de 30 por cento da população.

Actualmente, a Direcção-Geral da Saúde está a identificar as pessoas dentro dos grupos de risco e a organizar os serviços para a vacinação poder começar.

A vacina estará disponível nos serviços de saúde e será distribuída gratuitamente.

Ministra admite que vacina contra a gripe A pode chegar mais cedo a Portugal


A ministra da Saúde admitiu hoje que a vacina contra o vírus da gripe A, o H1N1, pode chegar a Portugal mais cedo que o previsto, depois de a França e o Reino Unido terem confirmado que receberam ontem as primeiras doses e que a vacinação naqueles países poderá ocorrer já no final de Setembro ou início de Outubro. Ana Jorge disse desconhecer que alguns países europeus tinham a vacina, mas adiantou que a empresa que irá fornecer Portugal garantiu que o país a teria disponível na mesma altura.

Os ministros da Saúde francês e britânico anunciaram ontem que dispõem já das vacinas mas que estas ainda não foram colocadas no mercado. A ministra da Saúde francesa, Roselyne Bachelot, não adiantou o número de doses de vacina que o país recebeu, “por razões de segurança”, nem a sua origem, mas confirmou que França apresentou um pedido ao laboratório norte-americano Baxter. A Baxter terminou no mês passado a produção dos primeiros lotes de vacinas e há mais de uma semana iniciou a distribuição pelos países que os solicitaram, sem adiantar quais.

O Reino Unido estava na lista dos países que pediram vacinas à Baxter, tendo sido o laboratório que forneceu os primeiros lotes aos britânicos, que também ainda não têm autorização para as comercializar. Segundo fonte do Ministério da Saúde de Londres, isso só deverá acontecer no início de Outubro.

A ministra Ana Jorge disse desconhecer que estes dois países já estivessem na posse de vacinas contra o H1N1, sublinhando que, à semelhança destes e de outros países europeus, Portugal não ficará para trás. "Aquilo que tenho afirmado é que Portugal receberá as vacinas quando elas estiverem disponíveis para a Europa. Temos estado em contacto com a empresa que nos vai fornecer as vacinas, que é a mesma que também fornece a diferentes países, que assegurou que Portugal as terá na mesma altura", disse.

Ana Jorge reconheceu que a antecipação da entrega da vacina é um cenário possível "se a Agência Europeia do Medicamento puder validar o início da vacinação", eventualidade para a qual a Direcção-Geral da Saúde e a Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) estão atentos, no sentido de a programarem. "Estamos neste momento, através da Direcção-Geral da Saúde, a identificar as pessoas dentro dos grupos de risco e a formar e organizar os serviços para podermos começar a vacinação", acrescentou a ministra.

Escolas vão ter linhas telefónicas para colocar dúvidas sobre gripe A

Já esta tarde, numa escola da Amadora, Ana Jorge, acompanhada pela ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, anunciou numa conferência de imprensa que as escolas do país vão ter acesso a linhas telefónicas exclusivas para esclarecer dúvidas quando algum aluno apresentar sintomas de gripe A (H1N1).

As ministras explicaram que as linhas telefónicas serão para utilização exclusiva dos directores das escolas e apenas usadas nas situações em que estes responsáveis desconheçam as medidas a tomas perante a presença do vírus entre alunos.

"No momento preciso que ocorram situações para as quais os directores das escolas não encontrem uma decisão fácil poderão contar com o apoio das estruturas dos ministérios da Educação e da Saúde", garantiu Maria de Lurdes Rodrigues.

As linhas funcionarão em articulação entre as Administrações Regionais de Saúde e as Direcções Regionais de Educação, que colocarão os directores da escola em contacto directo com o médico de saúde pública, explicou, por seu turno, a ministra Ana Jorge.

Do plano de contenção do vírus da gripe A nas escolas faz também parte a eleição de uma figura central em todo este processo: "um coordenador para a saúde". "Será um professor que já existia para um conjunto de outras actividades que as escolas desenvolviam nesta área e que agora é chamado para colaborar na elaboração dos planos de contingência e a apoiar a direcção das escolas no trabalho de comunicação e informação aos pais e de apoio às actividades dos professores", explicou Maria de Lurdes Rodrigues.

Nos primeiros dias de aulas, há uma orientação dos ministérios para que ocorram reuniões com os pais para que as escolas possam ter uma oportunidade de apresentar o seu plano de contingência. Outra orientação é para que no primeiro dia de aulas um dos tempos lectivos seja dedicado a falar da gripe.

Gripe A: laboratório em Ponta Delgada recebe equipamento que reduz tempo de diagnóstico


O Laboratório de Genética e Patologia Molecular do Hospital de Ponta Delgada, nos Açores, que trabalha 24 horas por dia na despistagem do vírus da gripe A (H1N1), recebeu um novo equipamento que permite obter um diagnóstico em quatro a seis horas.

"É uma ajuda preciosa", disse Luísa Mota Vieira, investigadora e responsável pela unidade, em declarações à Lusa, salientando que o novo equipamento é uma exigência que resulta do aumento do número de casos e da necessidade de um diagnóstico rápido.

A média é que o resultado demore entre seis a dez horas, mas, com o novo equipamento, vamos passar a demorar entre quatro a seis horas", revelou, admitindo que o novo aparelho permite "aliviar o trabalho actual dos técnicos".

Trata-se de um extractor automático de ácidos nucleicos [o material genético do vírus]", salientou, realçando que o equipamento entrou em funcionamento esta semana, permitindo reduzir o tempo de realização das análises.

O diagnóstico do vírus H1N1 leva, em média, seis horas a estar concluído nas unidades de referência de tratamento da gripe A.

A Unidade de Genética e Patologia Molecular do Hospital de Ponta Delgada começou a fazer análises de despistagem da gripe A a 10 de Agosto e, desde essa altura, os sete técnicos trabalham 24 horas por dia, em equipas de dois, de forma rotativa.

Em média, este laboratório analisa diariamente cerca de uma dezena de amostras provenientes de doentes suspeitos em S. Miguel e Santa Maria, as duas ilhas do grupo oriental do arquipélago dos Açores.

Luísa Mota Vieira acrescentou que também já está a funcionar o transporte terrestre de amostras biológicas para a investigação laboratorial, na sequência da abertura do serviço de atendimento de gripe A nos centros de saúde, o que "evita a deslocação do doente".

Gripe A: escolas portuguesas vão ter salas de isolamento se necessário


As escolas portuguesas vão ter salas de isolamento em caso de surto de gripe A (H1N1), uma medida que faz parte do plano de contingência do Ministério da Educação e que foi hoje anunciada pela ministra Maria de Lurdes Rodrigues.

A ministra disse que o plano tem vindo a ser preparado em parceria com o Ministério da Saúde, adiantando que vai ser apresentado dentro de dias. "As salas de isolamento são necessárias e essenciais", afirmou, garantindo, no entanto, que não há motivos para alarme e que os pais podem ficar "descansados".

Maria de Lurdes Rodrigues garantiu que as escolas estão atentas ao problema da gripe A, dando, por isso, garantias aos pais de que tudo será feito para que o ano lectivo decorra com segurança e normalidade.

A ministra falava aos jornalistas na inauguração do centro escolar de Fornelos, em Ponte de Lima, uma obra que custou 2,6 milhões de euros e está integrada num conjunto de quatro centros escolares que a câmara local está a edificar no concelho.

Gripe A: bastonário apoia proposta do Sindicato Independente dos Médicos


O bastonário da Ordem dos Médicos concorda com a proposta do Sindicato Independente dos Médicos (SIM) de os clínicos dispensados das urgências e até os reformados poderem ser uma solução para o aumento dos casos de gripe A (H1N1), uma solução que Pedro Nunes diz que deve sempre ser utilizada.

A ideia foi apresentada pelo secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), Carlos Arroz, para quem esta solução poderá ser a resposta a um eventual aumento do número de casos de gripe A em Portugal e o consequente crescimento da procura de serviços de saúde.

O bastonário da Ordem dos Médicos considerou, em declarações à TSF, “muito razoável” a proposta do SIM. “Os médicos estão sempre disponíveis. Naturalmente, o trabalho terá de ser remunerado, mas isso são matérias que o sindicato e só o sindicato poderá discutir com o Governo”, sublinhou Pedro Nunes, acrescentando que os “médicos sempre se habituaram” a dar apoio em situações extraordinárias.

O secretário-geral do SIM defendeu que com um aumento exponencial do número de casos, serão necessários mais médicos, principalmente porque esta classe também pode ser atingida pela doença e, por isso, haver clínicos que fiquem impossibilitados de trabalhar.

Para já, e até que sejam chamados médicos que já não realizam serviços de urgência ou os já reformados, a distribuição dos profissionais de saúde para serviços específicos de atendimento à gripe A pode ter como consequência o adiamento de serviços programados. "As consultas programadas e o acompanhamento de certas doenças poderão ser adiados, em nome de uma situação extraordinária, como é o caso da pandemia da gripe A", reforçou Carlos Arroz.

Até ao final da semana passada, altura em que o Ministério da Saúde passou a fazer apenas um balanço semanal do número de novas infecções com o vírus da gripe A, Portugal registou um total de 2244 casos, sendo que apenas 24 por cento foram importados. O último balanço, feito na passada quinta-feira, apontava para 1870 casos, menos 374.

Gripe A: Sindicato defende que médicos dispensados das urgências e reformados poderão responder a aumento de casos


Os médicos dispensados das urgências e até os reformados poderão ser uma solução para o aumento dos casos de gripe A (H1N1), defende o secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), para quem "nenhum faltará à chamada".

Carlos Arroz disse que esta poderá ser uma solução para um eventual aumento do número de casos de gripe A em Portugal e o consequente crescimento da procura de serviços de saúde.

O médico adiantou que o aproveitamento destes médicos pressupõe, contudo, uma determinação da ministra da Saúde, a qual "nem precisa de ter um enquadramento legislativo", mas apenas "carácter de despacho".

Para Carlos Arroz, com um aumento exponencial do número de casos, serão necessários mais médicos, principalmente porque esta classe também pode ser atingida pela doença e, por isso, haver clínicos que fiquem impossibilitados de trabalhar.

Para já, e até que sejam chamados médicos que já não realizam serviços de urgência ou os já reformados, a distribuição dos profissionais de saúde para serviços específicos de atendimento à gripe A pode ter como consequência o adiamento de serviços programados.

"As consultas programadas e o acompanhamento de certas doenças poderão ser adiados, em nome de uma situação extraordinária, como é o caso da pandemia da gripe A", disse.

Carlos Arroz frisou que existem outros serviços que não podem ser adiados e necessitam, por isso, de contínuo acompanhamento.

"As barrigas das senhoras e as crianças não podem deixar de crescer, nem os doentes crónicos - como diabéticos e portadores de doenças cardiovasculares - podem ficar sem resposta", adiantou.

Carlos Arroz defende ainda uma intervenção da ministra da Saúde no sentido de libertar os médicos dos atestados que actualmente prestam e que lhes consomem entre 20 a 30 por cento do seu tempo. "Se o Governo libertar os médicos de passarem atestados para tudo e mais alguma coisa, conseguirá mais profissionais disponíveis", sublinhou.

Para o secretário-geral do SIM, esta é a altura certa para começar a preparar estas respostas, pois a situação "começa a complicar-se".

Prova disso é, segundo Carlos Arroz, que alguns centros de saúde ainda não se adaptaram às regras de segurança necessárias para receber doentes com sintomas de gripe A.

"Nos Serviços de Atendimento à Gripe (SAG) os médicos trabalham com toda a segurança, vestidos a rigor e cumprindo protocolos, mas esses mesmos médicos não dispõem de tais instrumentos nos centros de saúde onde acolhem doentes com os mesmos sintomas", denunciou.

Para Carlos Arroz, o facto de os médicos portugueses serem uma classe envelhecida joga a favor contra a infecção pelo vírus H1N1. Isto porque, lembrou, vários estudos têm alertado para uma alegada protecção das pessoas que nasceram antes de 1957 e que terão tido contacto com o vírus da "gripe espanhola", o que lhes terá dado alguma imunidade.

Certo é que, por essa ou outras razões que a comunidade científica continua a avaliar, o vírus H1N1 afecta mais e com maior gravidade as classes mais jovens.

Em Portugal, a idade avançada é uma das razões para a falta de clínicos, nomeadamente porque os dispensa de serviços como as urgências.

Febre é o sintoma mais comum

“Quando se analisam os sintomas apresentados consoante a idade dos indivíduos, constata-se que a febre e a tosse são os sintomas mais mencionados, não variando com a idade. A rinorreia e a odinifagia são o terceiro e o quarto sintomas mais referidos na classe dos zero aos nove anos, enquanto nas restantes idades são as cefaleias e as mialgias. Com excepção das artralgias, mais referidas por classes etárias mais elevadas, todos os outros sintomas são equiparados em qualquer classe etária em análise”, lê-se no comunicado da tutela de Ana Jorge.

O balanço surge no mesmo dia em que o director-geral da Saúde reconheceu que a Linha Saúde 24 apresenta uma taxa de eficácia inferior ao desejável desde 5 de Julho, quando foi detectado um surto de gripe A (H1N1) numa escola em Benfica, Lisboa. Por isso mesmo, Francisco George explicou que a linha será reforçada em breve, com profissionais que se vão dedicar exclusivamente à pandemia. O director-geral da Saúde corroborou as queixas de Ana Jorge e exemplificou com um dia em que, das 9490 tentativas de atendimento, só 2815 obtiveram resposta, ou seja, uma taxa de abandono perto dos 39 por cento e muito superior aos 15 por cento previstos no contrato.

Ainda assim, a tutela insiste que as pessoas devem ligar para a Linha Saúde 24 (808 24 24 24) antes de se dirigirem para qualquer unidade de saúde para evitarem a propagação da doença. Também hoje, a ministra da Saúde, Ana Jorge, disse hoje que "em princípio" Portugal irá adoptar a estratégia de vacinação contra a gripe A (H1N1) proposta pelo Comité de saúde pública da União Europeia. O documento aprovado ontem em Bruxelas refere que os grupos prioritários para receberem a vacina contra a gripe A deverão ser as grávidas, os doentes crónicos e os profissionais de saúde.

Portugal contabiliza mais de 2200 casos de gripe A


Até ao final da semana passada, altura em que o Ministério da Saúde passou a fazer apenas um balanço semanal do número de novas infecções com o vírus da gripe A, Portugal registou um total de 2244 casos, sendo que apenas 24 por cento foram importados. O último balanço, feito na passada quinta-feira, apontava para 1870 casos, menos 374.

Em comunicado, a tutela informa, ainda, que os restantes 76 por cento das pessoas foram infectados de forma secundária ou terciária. Ao todo, só dez doentes necessitaram de internamento nas unidades de cuidados intensivos, sendo que um já teve alta.

No que diz respeito ao padrão do total de infectados, a média de idades é de cerca de 22 anos, uma idade que é ligeiramente mais alta no sexo masculino. O Ministério da Saúde refere, também, que “apenas 3,7 por cento dos indivíduos apresentam idade igual ou superior a 50 anos” e que “12,9 por cento dos casos correspondem a crianças com idade inferior a dez anos e 40,5 por cento são referentes a indivíduos com idade igual ou inferior a 10 anos”.

Sobre o local de detecção da doença, a grande maioria dos diagnósticos foram feitos no Continente. Ainda assim, nos Açores foram confirmados 92 casos e 27 na Madeira. Cerca de 65 por cento dos infectados não fez qualquer tratamento com antivirais, como o Tamiflu, já que a gravidade da doença foi ligeira em 88 por cento deles. O ministério informa também que 82 por cento das pessoas não tinha recebido a vacina da gripe sazonal.

Gripe A: problemas com a Linha Saúde 24 são nacionais e não apenas da Madeira


O secretário dos Assuntos Sociais na Madeira realçou hoje que a incapacidade de atendimento da Linha Saúde 24 é "um problema nacional" e não apenas da ilha, esperando que com o reforço operacional o "atendimento seja melhorado e mais adequado".

"É um caso geral e não apenas da Madeira, é um problema nacional devido ao aumento das solicitações", realçou Francisco Ramos, reagindo às declarações de uma cidadã madeirense, hoje emitidas pela RDP-Madeira, que denunciou o mau atendimento da Linha Saúde 24.

A utente, que pretendia avaliar se uma familiar poderia estar infectada com gripe A, disse ainda que a funcionária da linha que a atendeu a informou que este serviço não está disponível para as regiões autónomas.

"Com o reforço de contratações na Linha Saúde 24 esperamos que comece a funcionar melhor, dando a resposta adequada", frisou o responsável pela saúde na região, recordando que "o operador [de atendimento para casos de saúde] é o mesmo, [pois] o país é demasiado pequeno para ter vários operadores".

A Madeira regista até agora 30 casos de gripe A, havendo apenas dois indivíduos internados.

Gripe A: até 95% dos casos em Portugal serão ligeiros

Entre 90 a 95 por cento dos casos de infecção de Gripe A em Portugal serão ligeiros.

Quem o defendeu foi a ministra da Saúde, Ana Jorge, que, numa “tertúlia” sobre saúde em Santarém nesta segunda-feira, disse ainda esperar que a vacina chegue a tempo de evitar a propagação generalizada da doença.

Ana Jorge disse ainda estar a contar com alguma sobrecarga nos centros de saúde no início do Inverno.

Portugal ainda longe de segunda vaga de gripe A


Director-geral da Saúde diz que Portugal ainda está numa primeira onda, em fase inicial da pandemia. E nas próximas duas semanas não se prevê que a situação seja "mais preocupante"

Apesar de a Organização Mundial da Saúde ter alertado ontem a comunidade internacional para a possibilidade de haver uma segunda vaga e até uma terceira de gripe A, Portugal ainda está longe de atingir essa fase. Contudo, a possibilidade está prevista pelas autoridades de saúde, disse ontem ao DN o director-geral da Saúde.

Gripe A faz pais adiar entrada de filhos na creche


Já há famílias que preferem atrasar uns meses a entrada das crianças no infantário, para evitar o risco de contágio com gripe A. É que os mais novos estão nas faixas etárias mais afectadas pelo vírus H1N1 - 24% dos casos ocorrem em menores até 14 anos.
Portugal terá já mais de dois mil casos de infecção pelo H1N1: os últimos números revelados pelo Ministério da Saúde (MS), na quinta-feira, apontavam para um total de 1870. Devido ao aumento de casos, o MS passou a fazer apenas actualizações semanais - segundo a DGS, tudo indica que Portugal esteja no início da primeira onda da pandemia. E, segundo os especialistas em Saúde Pública, Setembro vai ser um mês difícil por causa do regresso de férias e abertura das escolas. Por isso, é essencial que estas se preparem e que os vários cenários sejam discutidos com os pais, inclusive o encerramento, diz Constantino Sakellarides.

Sintomas da gripe A


O vírus influenza A da gripe suína já matou várias pessoas no mundo, registrando casos de infecção em quase todos os países do globo.

Diante deste cenário, surge a pergunta: Como suspeitar e reconhecer os sintomas de gripe suína?

Os sintomas da gripe suína são muito similares aos de uma gripe comum ou mesmo aos da dengue. O paciente com gripe suína tem:

  • Febre alta (acima de 38ºC),
  • Falta de apetite,
  • Dores musculares espalhadas por várias partes do corpo,
  • Indisposição e
  • Tosse.

Algumas pessoas com a gripe suína também relataram ter apresentado catarro, dor de garganta, náusea, vômito e diarréia forte.

Como se pode notar, os sintomas são praticamente os mesmos de uma gripe comum. Então neste momento, a melhor maneira de diferenciar as duas doenças é ficar atento a história de exposição.

Considerando que o período de incubação da gripe (tempo até que a pessoa desenvolva os sintomas) seja de 24 a 48 horas, a suspeita de gripe suína é maior se a pessoa apresentar os sintomas acima após ter estado em contato com alguém contaminado pelo vírus H1N, levando em consideração este período médio de tempo.

No entanto, pelas novas regras do Ministério da Saúde, toda pessoa que apresentar os sintomas acima são aconselhadas a procurar um serviço médico, como os postos de sáude.

O que é a gripe A?

A gripe suína é uma doença causada pelo vírus influenza A, seu subtipo mais comum é conhecido como H1N1. A contaminação inicial se deu através de uma mutação que possibilitou que o vírus contaminasse pessoas em contato com porcos infectados. A Organização Mundial da Saúde (OMS) preocupa-se com as novas mutações, que deram ao vírus a capacidade de se transmitir de pessoa para pessoa. Todos os casos recentes constatados no México procedem do contágio humano, segundo o Ministério Mexicano da Saúde. Tais acontecimentos levaram a OMS a declarar que a doença é uma "emergência na saúde pública internacional", e acaba de se tornar uma pandemia. A maior preocupação se deve ao fato de que muitas das vítimas são pessoas jovens e saudáveis.

A gripe suina tem seu contágio através das vias aéreas, como a gripe comum, com contato diretamente ou indiretamente, por meio das mãos com objetos contaminados, o vírus também se espalha, inclusive pelo próprio ar ambiente. A contaminação pela carne suína, esta descartada, desde que se cozinha a mesma à 71 graus Celsius, eles afirmam que o vírus não sobrevive.